As Primeiras Editoras e Livrarias do Brasil




Colégio Santo Inácio, onde acredita-se terem sido feitos

os primeiros impressos no Brasil, em 1724.



Durante a ocupação holandesa, as negociações entre Pernambuco e Holanda selecionaram um tipógrafo, Pieter Janszonon, como encarregado da tipografia no Recife, mas consta que ele morreu logo que chegou ao Brasil, em 3 de agosto de 1643. Dois anos depois, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ainda procurava um tipógrafo, sem conseguir. Na época, Maurício de Nassau já havia partido, e os holandeses pressionados já não se preocupavam mais com o assunto.


Cerca de 60 anos depois, Recife teve a 1ª impressora do Brasil segundo os historiadores Ferreira de Carvalho e Pereira da Costa, mas o tipógrafo é desconhecido. Serafim Leite, em “Artes e Oficinas dos Jesuítas no Brasil”, relata que a impressora funcionou de 1703 a 1706, e defende que o tipógrafo era um jesuíta, Antônio da Costa, mas não há nenhuma prova, entretanto, da existência de tal impressora.

No Rio de Janeiro, em 1747, há provas definitivas de ter havido uma impressora, através de folhetos impressos na época. O tipógrafo era Antônio Isidoro da Fonseca, reconhecido tipógrafo de Lisboa, que vendera lá seu negócio e viera para o Brasil. Isidoro tivera problemas em Lisboa, com a inquisição, por ter sido o editor de “O Judeu”, Antônio José da Silva, carioca nascido em 1703 de uma família de judeus convertidos, e que acabou sendo queimado, posteriormente, num dos últimos autos de fé da inquisição, em 19 de outubro de 1739.

Em 1792, havia apenas duas livrarias no Rio de Janeiro,[12] e possivelmente uma das duas era de Paul Martim, natural de Tours e o primeiro livreiro carioca. Seu filho, Paulo Martim Filho, manteve a livraria funcionando até 1823. Os livros oferecidos eram, geralmente, de medicina ou religião, e a maior parte dos livros que chegavam ao Brasil, na época, era contrabandeada.

Em 1808, quando a família real, por pressão da invasão napoleônica, transferiu-se para o Brasil, levou consigo 60 mil volumes da Biblioteca Real.[13] Instalados na nova capital, Rio de Janeiro, Dom João VI e seus ministros criaram, entre os demais empreendimentos, a Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, criada em 1810. O impacto provocou um aumento do número de livrarias, de duas existentes em 1808 (as de Paulo Martim e Manuel Jorge da Silva), para cinco em 1809 (além das anteriores, somaram-se a de Francisco Luiz Saturnino da Veiga, Manuel Mandillo — que após 1814 associou-se a José Norges de Pinho — e João Roberto Bourgeois); sete em 1812 (além das anteriores, Manuel Joaquim da Silva Porto — que em 1815 associou-se a Pedro Antônio de Campos Bellos — e José Antônio da Silva); doze em 1816 (além das anteriores, Fernando José Pinheiro, Jerônimo Gonçalves Guimarães, Francisco José Nicolau Mandillo, João Batista dos Santos), e em 1818, mais três (Antônio Joaquim da Silva Garcez, João Lopes de Oliveira Guimarães e Manuel Monteiro Trindade Coelho).[14] O periódicoCorreio Braziliense”, de Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, era produzido na Inglaterra. Em Paris, houve um desenvolvimento do comércio editorial em língua portuguesa, que iria durar muito tempo, praticamente até 1930.




Mercado editorial na província

Minas Gerais

A primeira impressão de livro na província foi em Vila Rica, Minas Gerais, posteriormente Ouro Preto, em 1807, antes do surgimento da Imprensa Régia.

Bahia


Clóvis Bevilaqua, dono da Livraria J. L. da Fonseca, na Faculdade de Direito do Recife entre os anos de 1891 e 1895. Fotografia de Alberto Henschel.


Na Bahia, logo que a família real chegou ao Brasil, um livreiro de Salvador, Manuel Antônio da Silva Serva, natural de Portugal, pediu permissão para ir à Inglaterra e conseguir uma impressora para a Bahia; tal permissão foi concedida em 1809, e começou a imprimir em 1811.

Maranhão


O Maranhão foi uma das primeiras províncias a ter uma tipografia, pois era uma das mais prósperas do império, devido à produção do algodão, que valorizara desde a invenção do tear de Cartwright, em 1787. Durante tal período de desenvolvimento, houve um período áureo de atividade cultural e intelectual na região, por influência da elite portuguesa. O período áureo da literatura começa com o aparecimento dos primeiros poemas de Gonçalves Dias, na década de 1840, e vai até a partida de Aluísio Azevedo para o Rio de Janeiro, no início da década de 1880. Dois impressores se destacam nessa época: Belarmino de Mattos e José Maria Corrêa de Frias.

Pernambuco


Em Pernambuco, Recife teve a primeira tipografia, a “Oficina Tipográfica da República restaurada de Pernambuco”, em 1817, que logo foi fechada pelo governo, por motivos políticos. Em 1820, o governador Luís do Rego Barreto ordenou que se construísse uma “prensa de parafuso”, de modelo tradicional, no arsenal local, ou no trem, ficando então conhecida como “Officina do Trem de Pernambuco”, e o professor francês de desenho, Jean-Paul Adour, foi nomeado para dirigi-la. Quando Rego foi destituído, passou a se chamar “Officina do Trem Nacional”, em 1821, e depois “Typographia Nacional”.


Outras províncias


Depois do Pará, a tipografia chegou nessa ordem nas províncias: Ceará em 1824, São Paulo em fevereiro de 1827, Rio Grande do Sul em junho de 1827, Goiás em 1830, Santa Catarina em 1831, Alagoas em 1831, Sergipe em 1832, Rio Grande do Norte em 1832, Espírito Santo em 1840, Paraná em 1853 (Rizzini defende que foi em 1849, Amazonas em 1854, Piauí em 1832, Mato Grosso em 1840.

Na cidade do Rio de Janeiro


Nas vésperas da Independência do Brasil, já existiam, na cidade, cerca de 7 estabelecimentos tipográficos. Manuel Joaquim da Silva Porto, poeta e livreiro, que introduzira no Brasil a Phedra, de Racine, e que fora tipógrafo da Imprensa Régia, iniciara sua “Officina de Silva Porto e Cia.”, ao lado de Felizardo Joaquim da Silva Moraes, tornando-se o primeiro livreiro da cidade a ter tipografia própria.

O predomínio do Rio de Janeiro no mercado literário teve início na década de 1840 e permaneceu até 1880, a despeito da tentativa de outras cidades provinciais, tais como a Casa Garraux, afamada livraria de São Paulo, que apresentava na época 400 obras impressas na província, isto é 11% de todos os títulos existentes no país.

Destacava-se, também, a “Casa do Livro Azul”, sebo mais conhecido do Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor, que funcionou de 1828 a 1852, seu proprietário, Albino Jourdan, perdera a visão e a audição e era ajudado por dois auxiliares de 14 e 17 anos.

Pierre Plancher


Pierre René Constant Plancher de la Noé, tornara-se um impressor oficial na França em 1798. Após inúmeros problemas políticos com o governo francês, foi para o Rio de Janeiro em 1824, e enquanto aguardava que a alfândega liberasse seus equipamentos, abriu sua loja provisória na Rua dos Ourives, nº 60, em março de 1824. Em junho do mesmo ano, mudou-se para a Rua do Ouvidor, inicialmente no nº 80, depois nº 95, e logo começou a publicar em português. Grande parte de sua publicação era administrativa. Dentre suas várias publicações, destacam-se o “Annuario Histórico Brasiliense”, em 1824, no ano seguinte um almanaque, “Folhinhas de Algibeira e de Porta”, e em 1827, o “Almanack Plancher”.

Plancher publicou a primeira novela brasileira, “Statira a Zoroastes”, de Lucas José de Alvarenga, em 1826, com 58 páginas. Anteriormente, Paulo Martim publicara algumas novelas, mas traduzidas do francês. Plancher publicou o periódico “Spectador Brasileiro”, jornal que durou até 23 de maio de 1827. Adquiriu depois o "Diário Mercantil", de Francisco Manuel Ferreira e Cia, e mudou seu nome para Jornal do Commercio, o mais antigo da cidade do Rio de Janeiro. É atribuído a Plancher o novo processo de impressão planográfica conhecido como litografia, que fora inventado em 1798 e só começou a se generalizar em 1815, substituindo a gravação em chapas de metal.


Villeneuve

Após a abdicação de D. Pedro I, em 1832, o comércio de livros sofreu os efeitos econômicos da incerteza política, e Plancher vendeu sua firma para dois conterrâneos, em 9 de junho de 1832. Os compradores foram Junio Constancio de Villeneuve e Réol-Antoine Mougenot, e em 15 de julho de 1834, Mougenot vendeu sua parte a Villeneuve, que possuiu a primeira impressora mecânica do hemisfério sul,[29] depois a primeira rotativa e a primeira linotipo. Seus concorrentes eram a “Typographia Nacional”, “Paula Brito”, “Laemmert”, a “Typographia do Diário”, e as impressoras do Correio Mercantil e Correio da Tarde.

Paula Brito


Em 1831, Francisco de Paula Brito, que viera de família humilde e aprendera a ler com sua irmã, comprou um pequeno estabelecimento de seu parente Sílvio José de Almeida Brito, na Praça da Constituição, nº 51; era uma papelaria e oficina de encadernação, além de vender chá. Brito instalou ali um pequeno prelo, adquirido de E. C. dos Santos, e no ano de 1833, Brito já possuía dois estabelecimentos: a “Typographia Fluminense”, na Rua da Constituição, nº 51, e a “Typographia Imparcial”, no nº 44; em 1837, mudou para o nº 66 e expandiu a loja para nº 64 em 1839. Em 1848, Brito possuía já seis impressoras manuais e uma mecânica, e expandiu suas instalações para os nº s 68 e 78, esse constituindo sua “Loja do canto”, que se tornou sua livraria e papelaria, além de criar filiais em sociedade com Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa e com Cândido Lopes, formando com esse último a “Tipografia e Loja de Lopes e Cia.”

Garnier


Dentre as várias livrarias do Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor, enquanto algumas eram pertencentes a franceses, como Plancher e Villeneuve, outras eram filiais de firmas já existentes na França, como Mongie, Aillaud e Bossange. Destacam-se entre esses os Irmãos Firmin Didot, mas na ordem de importância, a mais destacada foi a Garnier Frères, que funcionou no Brasil de 1844 a 1934.

Os irmãos Auguste (nascido em 1812) e Hippolyte (nascido em 1816) Garnier começaram a trabalhar como balconistas de livraria em Paris, em 1828, e mais tarde abriram seu próprio negócio, aos 21 e 17 anos. O irmão mais novo, Baptiste Louis Garnier (nascido em 4 de março de 1823), trabalhou para seus irmãos até 1844, e depois foi para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 24 de junho de 1844. Após dois anos de acomodações temporárias, instalou-se na Rua do Ouvidor, nº 69 (mais tarde renumerada 65), e permaneceu ali até 1878, mudando-se para o nº 71, em frente ao seu principal concorrente, a “Livraria Universal”, de E. & H. Laemmert. Até 1852, a firma denominava-se “Garnier Irmãos”, depois, “B. L. Garnier”, e acredita-se que tenha se separado dos irmãos entre 1864 e 1865.

Lombaerts


Entre as livrarias de estrangeiros no Rio de Janeiro, destacava-se a do belga Jean Baptiste Lombaerts (1821-1875) e seu filho Henri Gustave Lombaerts (1845-1897), que era a maior de litografias montadas na época, na Rua do Ourives, nº 17, de 1848 até 1904, quando a loja foi demolida, para dar lugar à Avenida Central.

Livraria Quaresma


A Livraria de Serafim José Alves parece ter tido alguma ligação, também, com a Livraria Quaresma.[38] Pedro da Silva Quaresma foi o fundador da “Livraria do Povo”, em 1879, na Rua São José. A Livraria Quaresma durou até a década de 1960, com livros baratos e de apelo popular, e foi o local de treinamento do livreiro e alfarrabista Carlos Ribeiro, que fundou depois a “Livraria São José”, atuante nas décadas de 1950 e 1960.

Antônio Joaquim Castilho


O livreiro e impressor Castilho é também dessa época, mas as edições mais importantes dessa firma são de seu filho, Antônio Joaquim Castilho. Castilho enfrentou dificuldades financeiras e, em 1931, sua firma se transformou na “Livraria América”, de A, Bedeschi, que durou até a década de 1940, e Castilho foi trabalhar na Editora Civilização Brasileira.

Francisco Alves


Nascido Francisco Alves d’Oliveira em 2 de agosto de 1848, foi para o Rio em 1863, e conseguiu emprego em uma loja de artigos náuticos, e com economias, abriu um sebo na Rua São José, depois o vendeu e voltou para o Porto. Ao receber o convite do tio para trabalhar em sua livraria, foi para o Brasil novamente, e se naturalizou em 28 de julho de 1883. A firma de Francisco Alves, originalmente denominada Livraria Clássica, foi fundada em 15 de agosto de 1854, na Rua dos Latoeiros, nº 54 (posteriormente alterado para nº 48), por seu tio Nicolau António Alves. Francisco acabou comprando a parte de todos os sócios e do tio, até 1897. Inicialmente dedicada aos livros didáticos, mediante o aumento do número de escolas no país (nos últimos anos do Império, as escolas passaram de 3.561 para 7.500), a Francisco Alves chegou a ter quase o monopólio dos livros didáticos no Brasil.

A Livraria Francisco Alves abriu uma 1ª filial em São Paulo, em 23 de abril de 1893, onde Manuel Pacheco Leão, filho do secretário de educação e amigo de Francisco, Teófilo das Neves Leão, ficou encarregado, com parte das cotas da sociedade. Em 1906, abriu uma 2ª filial, em Belo Horizonte. Em São Paulo, adquiriu a “N. Falconi” e a “Livraria Melilo”; no Rio de Janeiro, adquiriu a “Lombaerts”, a “Livraria Católica de Sauvin”, a “Livraria Luso-Brasileira” de Lopes da Cunha, a “Empresa Literária Fluminense”, de A. A. da Silva Lobo, a casa de “Domingos de Magalhães”. Comprou também a firma portuguesa “A Editora”, anteriormente “David Corazzi”. Em 1909, adquiriu a “Laemmert”, adquirindo os direitos de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e de Inocência, de Taunay. Comprou também a pequena livraria da “Viúva Azevedo”, no Rio de Janeiro.

Mercado editorial em São Paulo

São Paulo, que no início do século XIX formava uma única província com o Paraná, possuía uma pequena capital com menos de 10 mil habitantes, e tinha pouca importância.[41] Em 1827, José da Costa Carvalho, futuro Marquês de Monte Alegre, importou uma impressora e um impressor, e produziu o primeiro jornal da província, “O Farol Paulistano”.


Em 1827, a cidade de São Paulo foi escolhida para abrigar uma das duas escolas de Direito do país, e a vida estudantil acabou por transformar a cidade. Em 1836, uma gráfica paulista imprimira até um livro, “Questões sobre presas marítimas”, de José Maria de Avelar Brotero. Seguiram-se outras obras, e surgiram as primeiras de literatura: em 1849, Rosas e Goivos, do então estudante José Bonifácio, o Moço e, em 1852, Cantos da Solidão, de Bernardo Guimarães, impressa na “Typographia Liberal” de Joaquim Roberto de Azevedo Marques.


Em 1855, São Paulo contava apenas 25 mil habitantes, enquanto o Rio de Janeiro passava dos 250 mil e Salvador e Recife tinham mais de 80 mil. Existiam três livrarias, “Fernandes de Souza”, “Gravesnes” e “Torres de Oliveira”, e três gráficas, a “Typographia Liberal” de Azevedo Marques, a “Typographia Dous de Dezembro”(sem ligação com a de Paula Brito), de Antônio Lousada Antunes, e a “Typographia Litteraria”. Existia um encadernador, o alemão U. Knossel, cujo negócio foi adquirido em 1880 pelo alemão Jorge Seckler, e tornou-se importante gráfica, com impressoras movidas a vapor. Em fins de 1860, funcionavam a “Typographia de Lei”, a “Typographia Americana” e a tipografia “Henrique Schroeder”.

Casa Garraux

Em 1860, o editor francês Baptiste Louis Garnier abriu uma filial em São Paulo e confiou-a a Anatole Louis Garraux (1833-1904). Três anos depois, Garraux já se tornara independente e abrira a Livraria Acadêmica, em sociedade com Guelfe de Lailhac e Raphael Suares. Essa editora ficou conhecida como “Casa Garraux”. Foi na Casa Garraux que José Olympio começou a interessar-se pelo mercado livreiro, ao conseguir ali um emprego arrumando e limpando livros.

Antes de 1920, Garraux não publicava, mas tornou-se destacado livreiro, tornando-se a livraria com o estoque mais atualizado do país.[42] A partir de 1872, a cafeicultura foi modificando o cenário da província, e nesse ano a Garraux mudou do Largo da Sé para a Rua da Imperatriz (futura XV de Novembro), passando a desempenhar papel importante no desenvolvimento intelectual e cultural de São Paulo.


· Outras livrarias paulistanas


De três livrarias em 1850, São Paulo passou para cinco em 1870, sendo uma delas a “Grande Livraria Paulista”, que os irmãos Antônio Maria e José Joaquim Teixeira abriram em 1876.

· Monteiro Lobato


Até a Primeira Guerra Mundial, os livros brasileiros eram impressos, em sua maioria, na Europa. A Editora Garnier, utilizada por Machado de Assis e quase todos os acadêmicos, era francesa e tinha suas oficinas na França. Coelho Neto era impresso no Porto, em Portugal, e editado por Lelo & Irmão. As editoras e livrarias brasileiras dedicavam-se mais aos livros didáticos, e pouco se imprimia no Brasil.


Monteiro Lobato teve a iniciativa que modificou o mercado editorial brasileiro. Imprimiu por conta própria, nas oficinas do jornal “O Estado de S. Paulo”, seu livro Urupês, e verificou que, na época, o Brasil contava com apenas umas 30 livrarias capazes de receber e vender livros.[44] Escreveu, então, para todos os agentes postais do Brasil (1300 ao todo), solicitando nomes e endereços de bancas de jornais, papelarias, armazéns e farmácias interessadas em vender livros.[45] Quase 100% dos agentes postais responderam, proporcionando uma rede de quase dois mil distribuidores espalhados pelo país. Lobato começou a publicar obras de seus amigos e de escritores iniciantes.[46]

... a vida literária do Brasil, de 17 a 25, girou em redor de mim e da minha editora (...) eu ia lançando nomes e mais nomes novos, depois de haver aberto o país inteiro à entrada de livros. Aquela história de pular trista e tantas livrarias (...) para os 1200 e tantos consignatários de Monteiro Lobato & Cia. foi uma das etapas da emancipação cultural do Brasil (...) Buenos Aires, 10.08.46

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