10 MELHORES LIVROS COM PANDEMIAS GLOBAIS




As pandemias globais inspiraram livros muito antes do covid surgir, a seguir alguns livros selecionados com pandemias globais ou algo parecido...



1 – Estação Onze, de Emily St. John Mandel




Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de “Rei Lear”. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham. Nessa mesma noite, uma terrível pandemia de gripe começa a se espalhar e destrói, quase por completo, toda a humanidade. Quase 20 anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes. Um ótimo livro que em livros com pandemias globais.



2 - Zone One, de Colson Whitehead




O celebrado romancista Colson Whitehead (1969) narra em "Zone One" (2011) uma história de horror em um mundo pós-apocalíptico: uma pandemia global devastou o planeta, e agora a humanidade está dividida em duas partes: os não-infectados (vivos) e os infectados (mortos-vivos). É a partir de Buffalo, EUA, que os americanos tentam reconstruir a sociedade, diante do retrocesso dos casos de contaminação. Esse é um livro de pandemia Global que une o fator zombie com excelência.


3 – Dança da Morte, de Stephen King




Em Dança da Morte, a devastação da humanidade por um vírus chamado “Captain Trips” é apenas o começo do cenário macábro que seus personagens enfrentam. É um livro com poder transgressor; como observou o escritor de terror Grady Hendrix: "Você pode sentir o grande prazer que King teve em queimar tudo em Dança da Morte."


4 -O Amor nos tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Marquez




“As pragas são como perigos imponderáveis que surpreendem as pessoas”, disse Gabriel García Márquez ao New York Times em 1988. “Elas parecem ter uma qualidade de destino.” Na mesma entrevista, ele comenta de seu carinho por “A Journal of the Plague Year” de Daniel Defoe, e como ele foi uma das inspirações para este conto de décadas de amantes perdidos, onde a morte nunca está longe da mente do leitor.



5 –O Jardim de Infância, de Geoff Ryman




O extenso e instigante "O Jardim de Infância" de Ryman trata de uma sociedade futurista onde os vírus são usados como uma ferramenta para beneficiar e educar os humanos. Neste mundo, o câncer foi curado, mas a expectativa de vida foi reduzida como uma consequência inesperada. É um romance em que os conceitos de doença, saúde e mortalidade são invertidos. Também reflete a abordagem de Ryman à ficção. Em uma entrevista de 2006, ele disse: “As histórias nos deixam doentes. Neuroses e psicoses são apenas histórias que contamos a nós mesmos e acreditamos. ” Não é nem um livro de pandemia global, mas trata de vírus usado de maneira global e diferente.



6 –Salão de Beleza, de Mario Bellatin



“Com o tempo, percebi que a doença vem em surtos”, escreve o narrador do curta-metragem Salão de Beleza de Bellatin. É ambientado em um mundo devastado por uma pandemia que afeta apenas os homens, levando a suas mortes rápidas em face da inação governamental. O narrador do romance dirige um salão de beleza, que se torna um hospício para os aflitos. Em uma revisão do Palavras sem Fronteiras de 2010, Maggie Riggs observou que “o que [o narrador] deu a eles, e Bellatin a nós, é um modelo para morrer e viver”.


7 – The Children’s Hospital, de Chris Adrian




A ficção de Adrian mistura sua própria carreira na medicina ao lado do mitológico e do fantástico. Em seu segundo romance, "The Children’s Hospital", uma praga chamada Botch surge após uma série de eventos, alguns apocalípticos, outros milagrosos. Como Myla Goldberg observou em sua resenha do romance para o New York Times, Adrian “quer saber por que as pessoas morrem, que significado pode ser adivinhado em suas vidas e fins, e se há algo além. ”


8 - Oryx and Crake, de Margaret Atwood



O primeiro volume de sua trilogia MaddAdam em um futuro próximo, descreve um mundo devastado pelos efeitos da engenharia genética, incluindo uma praga que exterminou grande parte da humanidade. Tal como acontece com grande parte da ficção de Atwood, parece assustadoramente presciente em relação aos eventos que ocorreram após sua publicação em 2003 - um conto de advertência sobre os lugares inesperados e terríveis que a tecnologia poderia levar a todos nós.



9- "The Years of Rice and Salt", de Kim Stanley Robinson




Ao longo de alguns anos no século 14, a peste bubônica matou milhões de pessoas na Europa. A história alternativa de Robinson, "The Years of Rice and Salt", é ambientada em um mundo que um personagem descreve como "uma mutação da peste, tão forte que matou todos os seus hospedeiros e, portanto, morreu ela mesma." Tudo isso para dizer que a Europa está em grande parte vazia há séculos no mundo desse romance, fazendo com que surja um equilíbrio muito diferente de poder global.


10 -Ensaio Sobre a Cegueira




Uma terrível ""treva branca"" vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu.

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma ""treva branca"" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar ""a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam"". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ""uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos"". Um livro sobre uma pandemia global deixa todos cegos é uma poderosa premissa.

""Sim, o Ensaio sobre a cegueira é um livro para se ler neste momento de reclusão e confinamento do coronavírus. Mas não para pensar sobre como uma doença que se espalha sem controle pode mudar nossa vida, mas como nossa vida talvez estivesse completamente equivocada antes que essa doença chegasse."" ― Renato Rovai, Revista Fórum.


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