Erros de escrita mais comuns: não afogue seu leitor nas explicações

Atualizado: Jul 28



Os leitores têm necessidades. Os autores devem atender a essas necessidades. Uma dessas necessidades é saber o que está acontecendo em uma história. Então, naturalmente, a resposta do autor é explicar o que está acontecendo. Até agora, tudo bem, certo?

Bem, isso depende.


Explicações, sob qualquer forma (narrativa, diálogo ou ação), são essenciais para qualquer história. Mas quando exageradas elas podem deixar seu leitor se sentindo como se estivesse se afogando em uma avalanche de informações. Vamos considerar um exemplo:


Explicação em excesso


Glória entrou no supermercado. Na porta estava o velho responsável por distribuir os carrinhos, carimbar adesivos nos itens devolvidos e proteger a saída de potenciais ladrões de lojas, de olho em tudo. Todas as crianças sabiam que não deviam brincar perto dele, pois era bravo. Alguns anos atrás ele enfrentou um zagueiro de 1,90 de altura, só por ele achar que parecia culpado (ele não era; ele só veio para comprar um chiclete). Glória passou pelo primeiro guichê - morada da Sra. Almeida, que era onipresente nesse mercado – elas trocaram um olhar de falsa alegria. - Olá - disse Glória e continuou andando. Ela não estava com disposição para ouvir as últimas fofocas escandalosas da Sra. Almeida. A última vez que ela parou, teve que ouvir por quase uma hora ela sussurrar sobre o dono da loja de móveis o Sr. Augusto, que supostamente vendia móveis de segunda mão como se fosse novos a idosos e a inocentes. Ela não tinha uma hora de sobra hoje. Ela estava em uma missão para salvar o garoto, seu melhor amigo Roger, de reprovar em matemática depois de perder outra aula.


Então, o que temos neste parágrafo? À primeira vista, muitas explicações . Nenhuma das nossas explicações aqui é essencialmente ruim, mas como o guarda da porta, as fofocas da Sra. Almeida e o o dono da loja possivelmente comprometido nunca aparecem na história novamente, nossas explicações sobre o supermercado não avançam a história. Se as explicações ervem para algo a ser mostrado adiante, ou somar ao personagem e trama tudo bem. Contudo se é algo sem objetivo é melhor que seja mais sucinto. Dar uma ideia por exemplo do dono da loja de móveis sem que isso em algum outro momento atinja a trama não faz sentido. De fato, toda essa informação estranha torna-se um pântano sombrio que o leitor precisa percorrer para encontrar a informação realmente pertinente. Podemos reduzir isso apenas ao essencial do enredo.


Explicação Apenas Suficiente


Glória entrou no supermercado. Ela estava em uma missão para salvar o garoto, seu melhor amigo Roger, de reprovar matemática depois de perder outra aula.


Não apenas reduzimos nossa contagem de palavras para um oitavo do volume original, como também simplificamos a história até o essencial da trama e a mantivemos avançando em direção ao ponto crucial da cena.


A super explicação é altamente subjetiva ao seu contexto em cada história. Em algumas histórias, a explicação do cenário do supermercado e / ou das várias personalidades da cidade de Glória pode ser crucial para o enredo ou até mesmo valer a pena pela cor geral que fornecem ao background da história. Os autores devem tomar suas próprias decisões sobre quais explicações são necessárias e quais forçarão os leitores a pisar em água desnecessária. Esteja sempre ciente do motivo pelo qual você está incluindo uma explicação específica e, em seguida, reavalie-a para determinar seu valor e não tenha medo de desmembrá-la se estiver interrompendo as informações que são de verdadeira importância para sua história.


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